terça-feira, 18 de novembro de 2014

MODA


            O estilo anos 70 foi marcado pelas inúmeras formas de manifestação e expressão que caracterizaram a década e originaram uma grande diversidade de movimentos artísticos que tinham como principal válvula de escape, a moda, a música e as artes plásticas. Muitos a consideram a "era do individualismo". Independente do movimento aderido, hippie, disco, glitter ou punk, a liberdade de expressão era imperativa para a juventude da época, onde a ordem principal era ser diferente e ir contra o pré-estabelecido, as pessoas começaram a se sentir livres para usar o que queriam e cada uma das vertentes do estilo anos 70 faz isso de uma maneira distinta.
            No estilo hippie a mescla de materiais rústicos associados ao estilo indiano repleto de batas e saias estampadas, um tanto quanto desleixadas era a expressão máxima da filosofia “paz e amor”. Foram ainda os hippies que introduziram o conceito assexuado do unissex na moda através das calças boca-de-sino e das plataformas que eram igualmente usadas por homens e mulheres. Se o rosto do estilo hippie era o de Jimmy Hendrix, no estilo glitter, David Bowie dominava com sua moda metalizada, andrógina e com uma aparência futurista, que no final acabou evoluindo para o estilo disco, caracterizado pelas estampas ora orgânicas, ora geométricas de Andy Warhol e pelo brilho do vinil que ganhou as pistas de dança.
 



 

 


            Por fim, a inocência hippie, o exagero glitter e a banalidade disco originaram o estilo punk que procurava negar tudo isso, através de uma moda rebelde e contrastante, tirando proveito da austeridade do couro, da agressividade dos metais como tachas e rebites e dos cortes de cabelo nada convencionais, muito bem representada pela banda Sex Pistols.
Seja qual for a vertente, uma característica peculiar do estilo anos 70 é a profusão de brilhos, cores e estampas que quebra definitivamente com a moda comedida do passado que tinha como única função vestir as pessoas individualmente e não expressar novas ideias e conceitos diferentes ao mundo. Hoje em dia há várias marcas que estão fazendo revivalismos deste estilo, como a Prada ou a Chanel e muitas outras.



ECONOMIA NOS ANOS 70


            Em todas as análises, os anos 70 são descritos como uma época de crescimento econômico vertiginoso, rotulada de “década do Milagre Brasileiro”. O milagre econômico da década de 1970 foi garantido pelo investimento estrangeiro feito no Brasil por empresas multinacionais e também através do acesso às linhas de crédito disponibilizadas por instituições financeiras estrangeiras. A idéia em voga era executar,em todos os setores básicos da economia, um forte programa de substituição de importações. Através da exacerbação do nacionalismo e na repressão aos movimentos sociais e com isso ampliando a exploração aos trabalhadores conseguiram fazer a economia nacional crescer a olhos vistos neste primeiro momento. Três ramos produtivos foram incentivados: As empresas privadas brasileiras se dedicavam aos ramos chamados trabalho-intensivos. As empresas multinacionais, que se dedicavam principalmente ao ramo capital-intensivo. E as empresas estatais, que ficaram responsáveis pelos investimentos nas indústrias de base, setor que se convencionou chamar à época de “indústrias necessárias à manutenção da segurança nacional". Entretanto, esta realidade não se sustentou à longo prazo, a expansão e internacionalização da economia brasileira geraram um aumento drástico da dívida externa e dependência do capital estrangeiro, minimizado por taxas baixas de juros no mercado internacional e pelo crescimento econômico. Em 1979 houve um grande salto inflacionário, ocorrido em função da crise mundial do petróleo e da política interna de fixação de preços. Por outro lado, o arrocho salarial imposto aos trabalhadores levou ao aumento da desigualdade na distribuição de renda, criando as condições para o surgimento dos conflitos sociais do final da ditadura, como as greves no ABC, em São Paulo, no final da década de 1970.

 

  

 CRISE DOS ANOS 70

           Uma desregulamentação do sistema monetário internacional e dois choques petrolíferos (em 1973 e 1979) estiveram na origem de uma crise econômica que, no início dos anos 70, travou o ritmo de crescimento nos países industrializados. O dólar americano, que servia de referência a todas as economias ocidentais desde a década de 40, foi desvalorizado a 15 de agosto de 1971 e perdeu a sua paridade relativamente ao ouro. Dois anos depois, no final de 1973, os países árabes membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), aumentaram quatro vezes o preço do petróleo no espaço de três meses, numa altura em que estavam em guerra com Israel, e nacionalizaram as instalações ocidentais.

          A Europa entra numa fase denominada de estagflação, isto é, uma combinação de uma recessão com o aumento da inflação. Como resultado desta situação registam-se inúmeras falências e a crise das indústrias tradicionais que haviam estado na base do arranque da Revolução Industrial, como a siderurgia, a metalurgia, os têxteis, a construção automóvel e o sector dos transportes aéreos ameaçavam falir. Na década de 70 fazia-se sentir os sinais desta crise à escala mundial: a produção industrial estava a diminuir e verificava-se um aumento generalizado dos preços dos produtos.

  • CausasDesordem do Sistema Monetário Internacional; aumento dos preços nas matérias-primas; a subida repentina dos preços do petróleo, e a sua descida de produção determinada pelos países da OPEP; a debilidade da indústria energética e petrolífera, existentes desde a década de 60.

  • Consequências: Produção industrial diminuiu; aumento generalizado dos preços dos produtos (especialmente os relacionados com o petróleo); aumento da taxa de desemprego; falência de indústrias como a siderurgia, a construção naval, a indústria têxtil, a construção automóvel e o sector dos transportes aéreos; endividamento crescente dos países subdesenvolvidos não produtores de petróleo.


Inflação



  • O aumento do preço do petróleo conduziu a um aumento da inflação, que provocou adequação das políticas econômicas nos países industrializados. Os anos 70 ficaram famosos por terem sido vividos num ambiente de elevada inflação.


Desemprego 


  • Nos anos 70 o desemprego volta a afligir as economias europeias, mas desta vez é um desemprego muito focalizado: atingem essencialmente jovens sem formação especializada, mulheres, trabalhadores imigrantes e os operários das indústrias tradicionais. Os trabalhadores imigrados, em luta pelos seus postos de trabalho, são vítimas da marginalização social e, em alguns países, são alvo de movimentos xenófobos, num período em que renascem certas ideologias fascistas.

ANOS 70






quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Paródia de Música Lepo Lepo - Lero Lero



Ah eu já não sei o que fazer
Corrupto, safado e com o salário elevado
Ah eu não tenho mais pra onde correr
Já fui fichado, meu mandato ta acabado
Agora vou fazer campanha
Será que eles vão cair?
Agora vou enganar de verdade
Prometer dinheiro, amor, e melhorar a cidade


"Durmo no senado, não tomo ferro
E se votar em mim é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lero lero
É tão gostoso o meu ranranranranranranran meu lero lero"


Ah eu já não sei o que fazer
Corrupto, safado e com o salário elevado
Ah eu não tenho mais pra onde correr
Já fui fichado, meu mandato ta acabado
Agora vou fazer campanha
Será que eles vão cair?
Agora vou enganar de verdade
Prometer dinheiro, amor, e melhorar a cidade


"Durmo no senado, não tomo ferro
E se votar em mim é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lero lero
É tão gostoso o meu ranranranranranranran meu lero lero" (3x)

Charges



Essa charge é dedicada a você que acha que o problema do Brasil são os políticos, ou um partido específico, ou então, somente um presidente. Sinto muito, mas o problema do Brasil é você: o analfabeto político.

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
Bertolt Brecht












Apesar da maioria católica no país, quem lidera nas eleições são os evangélicos

O Brasil é um país predominantemente católico: quase 60% da população se autodeclara católica segundo pesquisa do IBGE. Em termos numéricos, são 123 milhões de católicos, sendo assim o país com mais católicos no mundo. Apesar desses números, os candidatos que se sobressaem nessa eleição são justamente os evangélicos. Para especialistas, Além do número de católicos ser superestimado pela famosa ideia de “católico não praticante”, existe um alinhamento dos setores mais conservadores da sociedade, sejam eles evangélicos, católicos, cristãos ou não.

Corrida para a Presidência


Marina - discurso de mudança, mas conservadorismo religioso.

O mesmo acontece na corrida eleitoral para presidente. Marina Silva está tecnicamente empatada com Dilma Roussef. Pelo Ibope, Dilma tem 37% e Marina, 33%. Pelo Datafolha, a presidente aparece com 35%, à ex-ministra, com 34%. Na simulação de um segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PSB venceria a do PT por 48% a 41%, pela pesquisa Datafolha. No Ibope, em eventual segundo turno, Marina tem 46% e Dilma, 39%.


Isso numa população onde a maioria é católica e Marina é declaradamente evangélica, defendendo pessoalmente e deixando de forma subjetiva no plano de governo, pontos específicos de suas crenças particulares.

Segundo a pesquisa Datafolha, entre os eleitores que se declararam católicos, Dilma aparece com 38%, Marina com 30% e Aécio com 18%. Entre os evangélicos pentecostais, Marina tem 41%, Dilma 30% e Aécio, 11%. Já entre os espíritas, Marina tem 44%, Aécio tem 21% e Dilma, 14%.

Paulo Silvino Ribeiro, sociólogo, docente pesquisador da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), lembra que tanto católicos quanto evangélicos têm uma origem cristã, que acaba alinhando algumas questões, ou seja, esses candidatos recebem votos até de quem não segue suas religiões.

Para especialistas, vários fatores influenciam para atingir o ponto mais elevado nessa situação. Primeiramente, alguns católicos estão alinhados com as perspectivas evangélicas, especialmente quando se trata de temas polêmicos, como aborto, legalização das drogas, pesquisa com células embrionárias, direitos dos homossexuais. Mesmo os “não católicos” convergem para essas opiniões.

“Os ideias conservadores evangélicos atrai católicos e não católicos porque, na média a sociedade brasileira é conservadora, machista. Predomina valores reacionários no âmbito moral. Esse aspecto da sociedade conservadora não tem classe social. Você encontra entre os pobres e ricos, religiosos e não religiosos”, comenta.

Para Marques, Marina representa uma ambiguidade entre o conservadorismo e o progressismo. "Ela tem um programa de valorização do engajamento ecológico, coisa que outros partidos não valorizam. Mas quando se fala da laicidade do estado, defende a discussão de temas polêmicos, mas não tem intenção política de defender as minorias, a descriminalização de aborto, ou usuários de drogas. Não existe uma política que valorize a emancipação desses grupos. Só colocar isso como uma discussão não é efetivo. Não existe uma orientação com um projeto político que valorize esses grupos”, diz.

A influência eleitoral da Igreja

Além disso, mesmo que a maioria seja de fato católica e seja guiada por seus valores cristãos, a influência eleitoral dentro das diferentes igrejas acontece de forma radicalmente distintas. "Primeiro temos que perceber que os evangélicos, especialmente os pentecostais e neopentecostais são mais, digamos, ‘fieis’ a sua crença do que a vertente católica. Você tem a figura do brasileiro que se autointitula católico, mas não vai à missa. Já aquele que se denomina como evangélico pode até ter um trânsito religioso, mudando de igrejas, mas é mais disciplinado no respeito e consideração desses valores cristãos da igreja. O Rio especificamente é um dos estados onde mais há evangélicos e de onde saíram grandes lideres, como Silas Malafaia e Bispo Macedo, figuras que acabam apoiando candidatos e atraindo votos”, comenta Silvino. Ou seja, os evangélicos realmente votam em evangélicos, enquanto católicos têm um voto menos alinhado, podendo ser captado dependendo de opiniões mais pessoais.